Perder alguém que amamos profundamente (ou até mesmo passar por um rompimento abrupto, como um divórcio doloroso) é uma das experiências mais desestabilizadoras e inevitáveis da condição humana. Quando o chão desaparece sob os nossos pés, tudo perde a referência. O problema é que, infelizmente, a sociedade ao nosso redor tem uma pressa cruel para que você “supere” isso logo e volte a ser produtivo.
Muitas pessoas chegam ao consultório sentindo-se secretamente culpadas por ainda estarem sofrendo muito, meses ou até anos após uma perda significativa. Mas a verdade nua e crua é que o luto não é um processo linear, não segue um manual de instruções e definitivamente não tem prazo de validade. Tentar engolir o choro, esconder a tristeza e fingir uma força irreal apenas adia e complica o processo de cicatrização emocional. Passamos por diversas fases: a negação inicial, a raiva inconsolável, a barganha, a tristeza profunda e, eventualmente, a aceitação. Mas essas fases se misturam.
O objetivo do acompanhamento psicológico durante o luto não é fazer você “esquecer” quem partiu ou o que aconteceu — isso é impossível e desumano. O objetivo terapêutico é te ajudar a integrar essa perda à sua própria história de vida. É fornecer um ambiente onde você possa processar a dor no seu próprio tempo, aprender a lidar com o vazio e encontrar uma nova forma de continuar vivendo, permitindo-se até mesmo voltar a sorrir sem que a culpa te paralise.
Ação: Você não precisa e não deve atravessar esse deserto de dor em silêncio e solidão. Clique no botão a direita e agende uma sessão para ter um espaço profissional de escuta, respeito e acolhimento focado exclusivamente no seu processo de cura.